Um dia li uma historia de terror, nesse momento fiquei medrosa, minha vida viu-se dentro daquele livro. Via-me num grupo de quatro raparigas que queriam desfazer o mito de uma casa assombrada que havia na cidade, era uma casa antiga e abandonada.
Ao entrar da noite, fomos até aquela casa. Entramos na casa e fomos pondo as velas pela casa, esperávamos ansiosamente pela meia noite, por dar as três voltas em frente do espelho, e dizer as três vezes bloody mary para ver o que acontecia, e nada melhor que numa casa, que supostamente, é assombrada.
Faltavam poucos minutos para a meia noite, não ouvíamos os carros a passar na rua nem gente a falar, estávamos um pouco assustadas, mas não queríamos sair dali sem o nosso objectivo final, desfazer aquele maldito mito. É então que ouvimos uma porta a bater. É então que começa uma discussão entre nós:
O que foi isto? - pergunta a Costa.
Não sei. Estou com medo! Vamos sair daqui! - disse a Catarina.
Não vamos. Nós vamos é desfazer o mito! Viemos ate aqui porque somos corajosas e não vamos desistir! Não vamos! - disse eu fazendo-me passar por corajosa.
A Bertrayal têm razão... vamos ver o que se passa? - disse a Irene
Vamos... Mas nenhuma se separa! - disse eu.
E lá fomos nós ver o que se passava, cada uma tremendo por seu lado. Passado um bocado já tínhamos a casa toda passada a pente fino e nada. Mas quando fomos ver as horas a meia noite já tinha passado, e ai a discussão volta:
Fogo! Agora que fazemos? Eu não quero desistir! - disse a Irene.
Nem eu! - disse eu e a Costa em coro.
Mas... isto mete medo! - disse a Catarina.
Pois, mas já sabias que muito provavelmente isso ia acontecer... - disse a Irene
Caty! Se não queres estar aqui vai embora...! Eu vou ficar até ao fim! Quem alinha em acabar isto?
Eu!!!! - Disseram elas em coro.
Ok! Vamos dormir e amanha quem acordar primeiro acorda as outras também ok? - disse eu já meia ensonada.
Vamos... - disseram. Estenderam os sacos de cama e meteram-se dentro deles bem confortáveis.
Boa noite meninas... - Adormeceram, mas no meio do sono...
MENINAS!! AJUDEM-ME!! - gritava a Costa.
O que? O que se passa? - dizem ao acordarem com os gritos.
SOCORRO! AJUDEM-ME!
Costa? Onde estas? - levantaram-se a correr assustadas.
SOCORRO! POR FAVOR! AJUDEM-ME! BERTRAYAL? IRENE? CATARINA?
Continuavam-se a ouvir os gritos, mas vinham de todos os lados, mas... como? Onde estará ela? Nós procurávamos pela casa, em todos os sítios mas nada. Em certa altura...
SOCORRO! - agora já não era só a Costa, eram também os gritos da Caty!
Bertrayal.. isto está a ficar estranho! Muito estranho! Onde estão elas? Como Desapareceram?
Não sei... estou a ficar assustada... acho que é melhor sairmos daqui e irmos procurar alguém! - Peguei na mão da Irene e dirigi-me para a porta. Abrimos a porta e... - Irene... Onde estamos? O Que aconteceu? - ...demos de cara com um cemitério de quilómetros e quilómetros de campas, todas muito antigas e cheias de teias. Com os gritos vindos de dentro da casa não ouvíamos nada mais.
Estávamos bastante assustadas, não sabíamos se haveríamos de ficar dentro da casa ou se saiamos e enfrentarmos aquele enorme cemitério. Decidimos, então, enfrentar o cemitério, nada podia ser pior que perder duas amigas no nada. E alem disso o cemitério não devia fazer assim tanto mal, pensávamos nós. Saímos começamos a andar no meio do cemitério, quanto mais andávamos mais berros e mais vozes se ouviam.
Andamos pelo menos um quilómetro quando vimos a primeira sombra, a passar mesmo a nossa frente, parecia uma sombra de humano misturado com um lobo, aquilo que se chama lobisomem.
Estou cansada – disse eu.
Eu também mas não podemos parar, isto deve ter algum fim...
Sim eu sei mas estou muito cansada mesmo e com fome. Vamos parar e já continuamos.
Ok! Não faz mal se pararmos um pouco, acho.
Como vamos sair daqui? - perguntava eu enquanto me sentava numa campa.
Não sei.. Quem me dera saber... Como será que está a Costa e a Caty?
Espero que estejam bem... Para que serve isto? - puxei uma espécie de alavanca que estava ao lado da campa, foi então que se ouviu um barulho que substituiu os berros eufóricos, parecia de alguma coisa a arrastar mas não tinha a certeza.
Bem. É melhor irmos embora daqui antes que mais alguma coisa aconteça. Anda.
Vamos. - continuamos em frente, por uma espécie de caminho romano.
Irene, o que é aquilo? Diz-me que não é o que estou a pensar por favor!
Bertrayal, acho que sim, é uma alma mas... as almas andam?
Não sei... pelos vistos sim.
Anda... não faças barulho, vamos atrás dela!
O que?! Estás louca?!
Não. Anda. - e puxou-me pela mão, íamos atrás daquela alma que anda, sem saber para onde íamos mas a Irene dizia que tinha um bom pressentimento ao seguir aquela alma. Ela dirigiu-nos a uma campa, uma campa que dizia “R.I.P. Mary” “The Bloody Mary”
O que é isto? Que campa é esta? Porque está aberta? - dizia eu entrando em pânico
Está é a minha campa! Aquela que ninguém foi capaz de abrir até chegares tu! Tu vieste-me salvar. Tu és a minha salvadora! - dizia uma voz atrás de nós
Diz-me que foste tu por favor!
Irene... não fui eu!
O que?
Fui eu – dizia aquela voz atrás de nós. Olhamos para trás assustadas com o que poderia estar por de trás de nós. Quem seria? O que seria? Olhamos para trás, vimos uma rapariga loira, bela, mas ao olhar para as mãos dela, sentimos um arrepio, não tinha unhas, a pele notava-se perfeitamente. - Vocês não têm medo de mim pois não?
O que es tu? O que nos queres? Para que nos queres?
Chamo-me Mary, muitos perturbam a minha alma, muitos tentão chamar-me!
Porque não tens unhas? - perguntou a Irene.
Ao arranhar o caixão para tentar sair, fiquei sem elas.
É suposto nós fugirmos?
Se quiserem... mas se fugirem eu tenho que vos matar.
Não! Não nos podes matar! Mas nos temos que encontrar a saída deste sitio!
Isto não tem saída!
Tudo tem saída!
Não! Isto não tem!
Tem que ter! - dissemos nos em coro. Fez-se silencio ninguém respondeu.
Onde esta ela? - perguntei eu.
Não sei. Vamos.
Olha... - estava a ver umas escadas por dentro de um jazido – vamos por ali!
Mas tu és doida?
Nós já somos doidas por termos chegado aqui!
Ok! Nada a ser pior que tudo o que já passamos...
Entramos e descemos as escadas, estávamos a ver que as escadas nunca mais acabavam, descendo para um lado e para o outro, para um lado e para outro. Estávamos ambas com fome e cansadas, mas tínhamos que continuar, tínhamos que arranjar maneira de sair dali mas a pergunta era como. O oxigénio ia acabando conforme íamos descendo, ficava húmido, mas nos não desistíamos, tínhamos que continuar.
Anda, está ali luz! Corre! - dizia-me a Irene.
Irene! Calma! Espera por mim! - pedia-lhe eu.
Ok! Ok! Mas despacha-te!
Estávamos a chegar até aquela luz, estávamos ansiosas, queríamos saber onde íamos, onde iam dar aquelas escadas. Descemos, pelo menos, umas 30 escadas, quando ouvimos um riso, um riso maléfico, um riso de uma bruxa, e de repente, uma luz forte e intensa percorreu as escadas, era azul e forte, quase nos cegou.
Espreitamos pela esquina que separava aquela enorme escadaria de uma grande sala, vimos uma possível mulher, pois, estava de com uma saia muito comprida, de nariz comprido, óculos, com um cabelo forte e comprido.
Quem está ai? - perguntava ela, pela sua voz conseguia-mos obter a confirmação que era uma mulher. Não tínhamos coragem de responder, então ela voltou a perguntar enquanto se aproximava – quem está ai?! Responde! Não tenho tempo para estas brincadeiras!
Aproximava-se cada vez mais, nos perguntávamos uma a outra se nos havíamos de integrar, mas já era tarde, ela já estava mesmo a nossa frente, olhos nos olhos, cara a cara connosco, que haveríamos nos de fazer? Entravamos em pânico ou simplesmente ficávamos ali como se não fosse nada? Ficamos ali, queríamos ver o que sairia dali, já tínhamos perdido as nossas amigas, escapado da sombra da Bloody Mary, continuávamos em frente, tínhamos que encontrar as nossas amigas. É então que a Irene se enche corajosa mente e diz:
Olá! Sou a Irene e esta é a Bertrayal. Andamos a procura de maneira de encontrar as nossas amigas e sair daqui.
Que amigas?
A Costa e a Catarina! Sabes quem são elas? Sabes onde estão? - disse eu já com algum stress
Sim, ambas têm sangue A+ não é?
Não sei, porque? Como sabes o tipo de sangue delas?
Usei um pouco para os meus bruxedos, - nos olhamos para ela de uma maneira seria e assustadiça – hei! Não me olhem assim...
Elas.... Estão mortas? - perguntou a Irene.
Não sei eu so tirei três vacinas de sangue a uma e à outra quatro.
Há ainda diz só, você tem uma lata! Onde estão elas?!
Na colina.
Que colina? Onde fica isso?
Na tua imaginação, será que a vais conseguir descobrir?
Mas que conversa é essa? Nós não temos tempo para enigmas!
Irene? Onde foi ela?
Ela evaporou... Bertrayal... que historia era aquela da colina estar na nossa imaginação?
Não sei, não percebi. Mas vamos pensar um pouco... - Estivemos pelo menos duas horas a pensar e a comentar o tipo de colina, quem estava e não estava, até que... - Irene é isso! Nós temos que imaginar a colina!
Uma colina alta, cheia de roseiras com enormes espinhos, com uma pequena casa no cimo, e a ser guardada por um mostro de 40 cabeças... - e lá estava a grande colina a aparecer do nada, tal como a Irene a descreveu. Foi demasiado estranho.
Irene, sabes que te vou matar?
Hei! Porque?
Olha o que temos de subir!
Ai não, não temos! Eu não disse mas pensei num elevador, está atrás da colina anda.
Um elevador? Estas a gozar comigo não estas?
Não anda, está tapado com uma roseira sem espinhos.
Bem, não sabia muito bem como reagir quando a Irene disse que havia um elevador, queria-me deixar rir, mas o medo também estava presente. Lá fomos nós há procura do elevador, entramos e clicamos no andar 10, era o ultimo e era o andar da casa. Quando lá chegamos, que surpresa, estava a Costa e a Catarina a jogar computador e a ouvir musica como se nada fosse.
Meninas!!! Olá – dizíamos todas enquanto nos abraçávamos.
Estávamos a ver que nunca mais chegavam. Como chegaram aqui? Como souberam que estávamos aqui?
Calma, primeiro vamos sair daqui.
Estávamos a entrar para o elevador quando... apareceu o monstro de 40 cabeças, era feio, tinha baba a sair da boca, tinha so com um olho em cada cabeça, era nojento! Entramos rapidamente para o elevador, mas quando a porta estava a fechar o monstro decidiu por uma cabeça lá dentro, pobre do monstro de 40 cabeças.. ficou só com 39, a porta decapitou-o, via-se uma espécie de sangue preto. A Catarina não parava de gritar feita parva, tivemos que lhe tapar a boca com as mãos e mesmo assim tentou morder-nos.
Inês. Acorda! - dizia a minha mãe aos berros comigo.
O que?
Acorda, já é de manhã e tens aulas!
Deixa-me em paz. Quero lá saber das aulas! Dormir é mais importante.
E foi assim que dei conta que tudo aquilo era um simples sonho... tenho pena é de não saber como acaba, mas a noite vou descobrir.
Não me roubes a historia,
cria a tua própria historia!
Não digas que não es capaz,
toda a gente é capaz.

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ResponderEliminarComenta, faz as criticas para eu poder melhorar :)
Obrigado